TEXTO DE MÁRCIO SOBRE O TRABALHO
5 05UTC setembro 05UTC 2008

Quando Fabiano me procurou, dizendo que gostaria de trabalhar comigo e que decidimos que trabalhariamos sobre "Clov’s" , confesso que tive muitas dúvidas quanto ao processo, principalmente por se tratar de um trabalho que já existia com certo grau de eficiência em termos de comunicação com o público. O fato de não sabermos as respostas, não impediuque ele viajasse para o Rio, trabalhar comigo, no meu Ateliê. Após ver seu vídeo e conversarmos sobre sua expreriência eu lhe fiz uma única pergunta: "Você quer ser animador de pláteia ou artista?". Fabiano foi tão convicto na segunda opção, que ficou claro pra mim, não só a confiança que depositava no meu trabalho, como a fé que ele tinha em sí mesmo de se saber capaz de enfrentar tal desafio. Nesse momento, ví que estava diante de um homem de teatro, querendo dominar a arte do palhaço e jamais me furtaria de passar tudo que eu pudesse para colaborar com sua empreitada e para que eu estivesse à altura de sua espectativa e investimento. E assim passamos uma semana, numa rotina de criação e repetição, criação e reptição, permeada de muitas conversas conceituais e filosóficas à cerca da arte de fazer rir. Ao final, chegamos a um resultado muito satisfatório para ambos, pois Fabiano revelou enorme talento para comédia visual, o refinamneto dos gestos e principalmente, para deixar fluir a emoção. Quando ele daqui se foi, fiquei com a sensaçãode que ele tinha uma pequena jóia nas mãos, que o permitia crescer e se desenvolver ainda mais como ator, palhaço, mas fundamentalmente, como artista. O público dirá o resto.
Bom divertimento a todos.
Márcio Libar

