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Para muitos, é só um pequeno pedaço de borracha vermelho. Para poucos um detalhe que é capaz de transformar quem veste e a quem olha. A pequena grande máscara que já vestiu grandes artistas, que veste ainda grandes palhaços e que com certeza vestirá outros grandes que hão de vir contém "dentro" dela todo um mundo, um universo, muitas vezes incompreensível para leigos e iniciantes. O mistério desse detalhe é o que move minha vida nesse memento, o encontro com esse mundo, o mergulho dentro desse pequeno pedaço de látex, desse signo que é capaz de resgatar nosso ser primordial e nos confrontar trazendo no bojo de um mundo tão caótico, a singeleza. É claro que há palhaços que não utilizam o nariz vermelho, mas mesmo ali na inexistência do pedaço de látex o nariz aparece mesmo não estando, mesmo vendo um palhaço sem o tradicional nariz, consigo enxergar ele ali. Os ensinamentos que os grandes nos tem legado nos mostra algo raro nos dias de hoje, o grande prazer do ofício, da verdade, onde o egocentrismo é colocado de volta em sua posição de teoria freudiana.
Sei que o caminho é longo, e isso me deixa feliz, saber que ser palhaço é para vida toda!

O Grupo de Teatro Caldéron de la Barca surgiu na cidade de Criciúma na década de 1970 por um grupo de pessoas que sentiam a necessidade de estabelecer uma comunicação direta e eficaz com um público sem muitas opções na área das artes cênicas.
Tendo em seu elenco pessoas das mais distintas áreas profissionais durante um longo período o Caldéron se manteve como um grupo amador, com montagens que iam desde textos infantis até obras de autores brasileiros e estrangeiros possibilitando a um público que até então não dispunha de nenhuma referência dessas obras a possibilidade de conhecê-las.
Nas décadas seguintes novas “gerações” foram sendo formadas pelo grupo sempre no sentido de preparar e montar obras relevantes, entre algumas delas estão:
- Os Saltimbancos - Chico Buarque;
- Pluft, O Fantasminha – Maria Clara Machado;
- O Menino e o Circo – Nilson Conder;
- O Vôo Sobre o Oceano - Bertolt Brecht;
- Navalha na Carne - Plínio Marcos;
-Todas as Vidas - texto de Adélia Prado, Cora Coralina, Caio Fernando Abreu;
- Improviso em Ohio – Samuel Beckett
As atividades do Caldéron seguiram até o ano de 1993, após vinte anos de atividades e sendo um pioneiro nas atividades cênicas na cidade por falta de apoio e sem ter um elenco fixo parou suas atividades. Após treze anos de inatividade o Caldéron ressurge nesse novo milênio disposto a ocupar seu lugar, com o intuito de profissionalizar-se prepara já um projeto de montagem para concorrer em alguns editais e já dispõem em seu repertório do primeiro espetáculo a partir de pesquisas do universo do clown.
Em suas atividades passadas o Caldéron participou de temporadas e alguns festivais estando vinculado a FECATE - Federação Catarinense de Teatro, nessa nova “geração” o Caldéron pretende ser um fomentador tendo como ponto de partida à pesquisa do universo cômico priorizando a qualidade artística e o universo imaginoso, estabelecendo novamente seu nome no cenário artístico da cidade e do estado. O regresso do Caldéron vem da iniciativa de se ter no sul do estado mais um grupo de teatro para dialogar e movimentar o cenário atual, com seu único membro restante que após ter vivenciado em outros estados e em outros grupos de teatro experiências profissionais relevantes e premiações, retorna agora para profissionalizar e “reerguer” uma trajetória de décadas de trabalho tendo um novo enfoque mais condizente com a pesquisa feita por seu membro regresso.

Historicamente a figura do palhaço é encontrada desde a antiguidade, sendo que, na cultura popular da Idade Média o palhaço é visto ao lado de bufões, gigantes, anões e prestidigitadores.
Nas últimas décadas a imagem do palhaço tem sido usada para diversos fins, fazendo com que se tenha à idéia errada sobre essa figura que canaliza e expõe toda estupidez do ser humano. Quando rimos de um palhaço rimos de nós mesmos, pois as situações vividas por ele podem ser vividas perfeitamente por nós fazendo com que acabemos nos identificando com ele.
Apesar da figura do palhaço não estar ligada ao longo dos anos exclusivamente ao público infantil ele acaba por encantar a todos colocando, igualmente, lado a lado, jovens e velhos independentes de suas posições sociais, políticas e até mesmo religiosas. O palhaço é o mais democrático de todos os artistas, é um instaurador do mundo ao contrário, aquele que diz as verdades, que faz rir da sua própria condição de estupidez, o que provoca que comove um verdadeiro festeiro. Com um palhaço não a solidão, ao contrário, traz a festa, a confraternização, em seu espaço ele prova, como escreveu Patrice Pavis: “(…) claramente que os valores e normas sociais não passam de convenções humanas”; quebrar esses valores e essas normas é certamente o desejo mais íntimo de um palhaço, mas ao quebrar essas normas , ao contrário do que se possa pensar, ele ganha a simpatia e a identificação do público num jogo em que público e palhaço representam um dos lados da mesma moeda.
O palhaço é uma das figuras mais amadas e na mesma proporção ama, é isso que o torna tão fascinante.
"O musicista, arranjador, maestro, compositor, treinador vocal , poeta, internacionavelmente conhecido “Clov´s” chega em sua“Turnê Mundial” para uma ultima apresentação."
Após passar uma semana na cidade do Rio de Janeiro com Márcio Libar, prêmio Cirque Du Soleil e Nariz de Prata no Festival de Palhaços de Mônaco, Clov’s mostra seu espetáculo. Dessa vez Clov’s vai mais à fundo em sua humanidade se revelando por inteiro, e Cleuza sua procura constante a poesia na alma do palhaço. Márcio colocou sua experiência de 20 anos mexendo e melhorando o trabalho revelando a essência do palhaço, que apesar de todo esforço, acaba mostrando o fracassado que é.
29 29UTC outubro 29UTC 2007
BREVE CURRICULUM
OFICINAS DE TEATRO:
Teatro Francês – Escola de Teatro Martins Pena – RJ;
Oficina de Direção Teatral- Celso Nunes – SP;
Oficina sobre o “Método de Dário Fô” – Neide Veneziano – SP;
Oficina “A Construção do Texto Corporal” – Périplo Cia. Teatral – Argentina;
Oficina de Teatro Avançado – Mário Santana – RJ;
Oficina de Leitura Dramatizada (Shaskespeare) - Kil Abreu – SP;
Oficina de Montagem - “A produção Criativa do Ator e a Construção Poética da Cena” – Luis Carlos Vasconcelos – RJ;
OFICINAS DE PALHAÇO:
Oficina de Clown – Mauro Zanatta – PR;
Oficina de Clown a partir do “Método Jacques Lecoq” – Patrícia dos Santos – SC;
Oficina de Clown – Projeto Viva o Circo – Pepe Nuñez – Espanha;
Oficina de Clown – Oficinas da Fecate – Federação Catarinense de Teatro – Pepe Nuñes – Espanha;
Oficina “A Nobre Arte do Palhaço” – Márcio Libar – RJ;
Oficina "Mas será o Benetito ou o Palhaço?" Agitada Gang - PB;
TRABALHOS COMO ATOR:
“O Acordo” – a partir do texto “O vôo Sobre o Oceano” – Bertold Brecht – SC;
“Todas as Vidas” – Textos de Adélia Prado e Caio Fernando Abreu – SC;
“Navalha na Carne” – Plínio Marcos – SC;
“Luto” – a partir do texto “Improviso em Ohio” – Samuel Beckett – SC;
“O Pagador de Promessas” – Dias Gomes – SC;
“A Alma Boa de SetSuan” – Bertold Brecht – RJ.
“La Trahison” – textos de Moliere, Jean Genet e Antonin Artaud – RJ;
“O Sonho de Natanael” – Yonara Marques – em repertório / G. Cirquinho do Revirado - SC/RS;
“O Duplo de Dois” – textos de Henri Miller e Samuel Beckett – SC;
“Amor por Anexins” – Artur de Azevedo – em repertório/ G. Cirquinho do Revirado (premiado no edital de montagem do ministério da cultura EM CENA BRASIL) - SC/ PR/ RJ/ SP/ RS/ BA;
TRABALHOS COMO CLOWN:
INTERVENÇÃO CLOWNS NA AREIA / PROJETO SESC VERÃO - Balneário Rincão - Içara SC – 2000;
PLANTÃO DA ALEGRIA / HOSPITAL SÃO JOSÉ – Criciúma – SC – 2002;
INTERVENÇÃO “A CLÓVIANA” / CRICIÚMATRANS – Criciúma – SC – 2005/2006;
INTERVENÇÃO “A CLOVIANA” / EPAGRI – Cocal do Sul – SC – 2007;
ESPETÁCULO “O CLÓV’S”:
CURSO DE ARTES VISUAIS/ UNESC – Criciúma – SC 2004;
BARRA VELHA – Norte do estado de SC - 2005;
PRAÇA NEREU RAMOS – Criciúma – SC – 2005/2006;
GALPÃO ARTE / FUNDAÇÃO CULTURAL DE CRICIÚMA – 2005;
PROJETO MEIO DIA CULTURAL / FUNDAÇÃO CULTURAL DE CRICIÚMA – 2005;
DUAS APRESENTAÇÕES NO CAMPOS DA UNESC – Criciúma – SC - 2005;
APRESENTAÇÃO NA CIDADE DE TUBARÃO – SC - 2005;
APRESENTAÇÃO CASA DE CULTURA DE ARARANGUÁ – SC – 2005;
CURSO DE HISTÓRIA / UNESC – Criciúma – SC - 2006;
CURSO DE ED. FÍSICA / UNESC – Criciúma – SC - 2006;
PROJETO “CONTADORES” DO SESC / SEIS ESCOLAS MUNICIPAIS – Criciúma – SC 2006;
GALPÃO ARTE / FUNDAÇÃO CULTURAL DE CRICIÚMA – 2006;
NÚCLEO A.M.E. DE PREVENÇÃO A AIDS – Criciúma – SC - 2006;
FESTIVAL REGIONAL DA FECATE/ Federação Catarinense de Teatro – Araranguá - SC- 2006;
FORMATURA DA ESCOLA DO SESI – Orleans – SC – 2006;
PRAÇA NEREU RAMOS – Criciúma – SC - 2007;
CAFÉ CONCERTO/ FUNDAÇÃO CULTURAL DE CRICIÚMA – 2007;
PROJETO “CORDÃO CULTURAL” EM DEZ COMUNIDADES – Criciúma – SC – 2007;
DIA DO CIRCO/ SESC Tubarão - SC - 2008;
GALPÃO ARTE / FUNDAÇÃO CULTURALDE CRICIÚMA - 2008;
FESTIVAIS DE TEATRO:
FESTIVAL CATARINENSE DE TEATRO – várias edições por algumas cidades de SC (cinco edições);
MUTIRÃO DO TEATRO – Concórdia – SC;
FESTIVAL NACIONAL ISNARD AZEVEDO – Florianópolis – SC (quatro edições);
FESTIVAL DE TEATRO DE CURITIBA – Curitiba – PR;
FESTIVAL NACIONAL DE AMERICANA – Americana – SP;
FESTIVAL NACIONAL DE PINDAMONHANGABA – SP;
FESTIVAL INTERNACIONAL DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO – SP;
FESTIVAL NACIONAL DE TEATRO INFANTIL – Blumenau – SC (três edições);
FESTIVAL DE TEATRO DE LAGES – Lages – SC;
FESTIVAL INTERNACIONAL DE TEATRO DE GRUPO - Itajaí– SC;
FESTIVAL UNIVERSITÁRIO DE BLUMENAU – SC;
FESTIVAL DE FORMAS ANIMADAS – Jaraguá do Sul – SC (duas edições);
FESTIVAL CATARINENSE DE TEATRO DE BONECOS – Rio do Sul;
FESTIVAL NACIONAL DE TEATRO DE RESENDE – RJ;
FESTIVAL INTERNACIONAL DE FORMAS ANIMADAS – Florianópolis – SC;
FESTIVAL NACIONAL DE PRESIDENTE PRUDENTE – SP;
FESTIVAL NACINAL DE TEATRO DA BAHIA – BA;
FESTIVAL NACIONAL DE TEATRO DE PONTA GROSSA – PR;
FESTIVAL NACIONAL DE PIRAÇICABA – SP;
PREMIAÇÕES E INDICAÇÕES:
MELHOR ATOR COADJUVANTE – Festival Nacional de Pindamonhangaba – SP;
MELHOR EXECUÇÃO DE SONOPLASTIA – Festival Nacional de Pindamonhangaba – SP;
MELHOR ESPETÁCULO (AMOR POR ANEXINS) – Festival Nacional Isnard Azevedo – Florianópolis – SC (quatro prêmios e uma indicação);
MELHOR ESPETÁCULO (AMOR POR ANEXINS) – Festival Nacional de Pindamonhangaba – SP (oito prêmios);
Indicação à MELHOR ESPETÁCULO (AMOR POR ANEXINS) – Festival Nacional de Americana – SP; Indicação à MELHOR ESPETÁCULO (AMOR POR ANEXINS) - Festival Nacional de Ponta Grossa - PR
CIRCUITOS:
PROJETO CIRCULAÇÃO 2004/ Governo do Estado de Santa Catarina – Litoral Catarinense;
CARAVANA FUNARTE 2005/ Governo Federal – Regiões Sul e Sudeste do país;
PROJETO CIRCULAÇÃO 2006/ Governo do Estado de Santa Catarina – Litoral Catarinense;
TEATRO EM CENA: Passo Fundo – RS (Amor Por Anexins) – 2004;
CIRCUITO SESC: SESC Santos – SP (Amor Por Anexins) - 2004;
SESC Bertioga – SP (Amor por Anexins) – 2004;
SESC Ipiranga – SP (Amor Por Anexins) – 2004;
SESC Criciúma – SC (O Clóv’s) seis escolas da cidade - 2006;
SESC Rio Grande do Sul – (Amor Por Anexins) Pelotas, Rio grande, Jaguarão, Bagé, Camacuã – 2006;
SESC Criciúma – SC (Carlos Carlos & Carmem Carmem) vinte escolas da cidade – 2007;
SESC São Paulo – SP Mostra de Artes do Sesc SP (Amor por Anexins) – 2007;
PROJETO TEATRO NA PRAÇA (O Sonho de Nataneal) São João Batista, Barra Velha, Biguaçu, Tijucas, Piçarras, Águas Mornas – SC – 2006;
OUTRAS ATIVIDADES ARTÍSTICAS:
Membro do Grupo Teatral Calderón de lá Barca – 1989/1993
Professor de teatro na Fundação Cultural de Criciúma – SC – 1991/1994
Professor na Cia. Da Cultura – Florianópolis – SC –1995
Professor de teatro/Sesc Criciúma – SC 1999
Coordenador do Grupo “Atividade 8 ” UNESC – Criciúma – 1999/2001
Membro do Cirquinho do Revirado desde 2001
Dramaturgia: Leituras em cena – direção do texto: “As Armas e o Homem” G. Bernard Shaw – Projeto SESC
Santa Catarina – 2001
Oficineiro no Festival Estudantil de Teatro/ FERTIL – Criciúma – SC – 2002
Professor de teatro da Fundação Cultural de Criciúma – SC – 2003/2004
Criação e Concepção do espetáculo “O CLÓV’S” – 2005 (REPERTÓRIO)
Reestruturação do Grupo de Teatro Calderón – 2006 Ministrante da oficina “Teatro Avançado” / Fundação Cultural de Criciúma – SC – 2007
Intervenção Cômica com “Carlos Carlos & Carmem Carmem” / Sesc, escolas, comércio, empresas – Criciúma – SC – 2006/2007

Clov’s é um palhaço.
Clov’s sou eu, é você, somos nós.
Clov’s dentro de sua lógica verdadeira é um musicista internacionávelmente conhecido, uma "celebridade". Maestro, arranjador, compositor, treinador vocal, poeta etc, etc, etc. Durante suas longas turnês mundiais a apresentação do momento é sempre a última, a que encerra a turnê, a que é recebida com todo o privilégio pelas pessoas que param para assistir. E ali um universo, a de Clov’s, se apresenta carregando junto todos os fãs que ali param para admirá-lo, e todos numa diversão mútua conhecem melhor seu artista preferido. Juntando emoção, diversão, crítica e boas gargalhadas o solo cômico “O Clov’s" é um, ACONTECIMENTO!
"SER CLOV’S NÃO É SÓ SER, É ESTAR.
Calderon junto com a Fundação Cultural de Criciúma começaram o projeto "Cordão Cultural" levando à dez cominidades de Criciúma o sólo cômico "OClov’s". Quatro comunidades já receberam o espetáculo e mais seis ainda receberão, o projeto se estende até dezembro com possibilidades de continuar ano que vem.